Oi gente, esse post é uma continuação do post Presente de Deus.
Distante, cada dia que passava meu filho estava mais distante!
Distante de mim, do mundo, de emoções, de reações, de amigos, de dores… Alheio!
Passávamos por alguns problemas familiares nessa época, meu marido estava com problemas de saúde, imaginei que ele tivesse sentindo que algo estava diferente e era seu jeitinho de reagir, ficando distante! Começou a desviar o olhar evitando contato visual ou quando olhava nos meus olhos parecia que não estava me enxergando. Ficou com uma “mania” de tampar os ouvidos sempre que estava incomodado com barulho, ou quando estava eufórico com algum desenho na tv, ou quando se sentia acuado na presença de alguém estranho, em qualquer situação adversa sempre tinha essa reação de tampar os ouvidinhos.
Eu conversava muito com ele e explicava que o “papai estava dodói” mas que ele não era parte do problema, pelo contrário, tanto a mamãe quanto o papai eram muito mais felizes depois que ele nasceu. Eu dizia que jajá o Papai do Céu ia curar o papai e ficaria tudo bem! Ele ouvia sem esboçar nenhum sentimento.
Não falava nenhuma frase espontânea, 95% era reprodução e os outros 5% espontâneos na verdade não eram frases e sim palavras soltas. Ele chegava de manhã na minha cama e pedia leite:
-Você quer leitinho?
Fazíamos muitos programas divertidos só nós dois, eu olhava a programação cultural dos fins de semana e o levava em vários eventos, mas ele tinha uma maneira peculiar de brincar:
-Filho, olha o elefante!
E ele brincando com a pedrinha que estava no chão, enfileirando. Nem enxergou o elefante, nem a girafa, muito menos o tigre!
Imaginei, claro, como toda mãe que quando nasce a criança nasce a culpa, que eu estava fazendo tudo errado, eu que não sabia me comunicar direito com ele e li outros tantos livros a respeito de comunicação infantil.
Aproveito aqui para deixar uma dica de leitura para TODAS as mamães:
Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar
de Adele Faber e Elaine Mazlish
É sobre comunicação infantil mas dá para praticar com os maridos também (rsrsrs).
Chegou o dia da consulta com a Fonoaudiologa e ela nos pediu quatro sessões para avaliar o Enzo e dar seu diagnóstico.
Diagnóstico?????