Converso diariamente com mulheres que me procuram pedindo diferentes tipos de ajuda, mães com filhos que possuem necessidades especiais (não só TEA), mães que ainda estão em fase de investigação do diagnóstico, mães com filhos neurotipicos (normais) e dificuldades em se comunicarem com a criança, mães com diversos tipos de demanda, mães de toda faixa etária, mulheres tão diferentes umas das outras, mas com uma coisa em comum, o amor incondicional pelo filho!
Não sou a mãe perfeita, errei diversas vezes tentando acertar e muitas vezes acertei sem saber. Não tenho diploma de pedagogia, li muito, muito, muito, sobre o assunto, mas pedi ajuda diversas vezes para minhas amigas, pedagogas fantásticas, porque eu não sabia o que fazer.
Não sou pós graduada em psicologia infantil, apesar de estudar bastante a respeito, já contei aqui no blog, que quando tive o diagnóstico de TEA (transtorno do espectro autista) do meu filho, fiquei completamente obcecada por informações, li inúmeras teses de mestrado e doutorado sobre psiquiatria e psicologia infantil, assisti diversas palestras com os melhores profissionais do país, tanto online, quanto presenciais, li diversos artigos e livros sobre comunicação infantil, com todas as diferentes linhas de intervenções, e ainda assim, não paro de aprender com as profissionais que Deus colocou no nosso caminho.
Amo passar para cada uma dessas mães, todo o conhecimento que adquiri nas minhas intermináveis pesquisas, e também nas minhas experiências pessoais. Me sinto realizada e tenho dedicado parte do meu tempo a isso. Mas para todas elas, faço questão de salientar, que minhas maiores batalhas eu ganhei “no joelho”.
Foi orando de joelhos, diariamente, ao lado da cama do meu filho, com a mão na sua cabecinha, que ele voltou, de pouquinho em pouquinho, a se desenvolver.
Foi saindo da minha casa, meia noite, para orar na igreja, de joelhos diante daquele altar, colocando ali todos os meus medos, frustrações, anseios, desespero e fraquezas, que Deus foi fazendo fortaleza dentro de mim, enchendo o meu coração de esperança e fé.
Os profissionais da nossa “equipe multidisciplinar” foram escolhidos por Deus, debaixo de muita oração, enviados e capacitados por Ele para nos ajudar.
Foi de joelhos, no chão do meu quarto, que implorei à Deus que me desse estratégias, que me capacitasse a ser uma mãe melhor a cada dia, que me fizesse digna do filho maravilhoso que Ele me confiou.
Foi de joelhos e mãos dadas com meu filho, que o ensinei a louvar “Quão grande é o meu Deus” da cantora Soraya Moraes, e para minha surpresa, um dia caminhando juntos, em direção ao campinho de futebol do condomínio, cantarolando, fizemos um dueto:
(Soraya, desculpe a voz desafinada, mas era o que menos importava rs)
Já sabia da importância da oração de uma mãe pelo seu filho, mas tive a oportunidade e o privilégio, de ver com meus olhos, o sobrenatural de Deus. Me senti, muitas vezes, constrangida com tamanho amor e cuidado.
Eu optei por abrir mão de tudo para acompanhar meu filho em todas as terapias e tratamentos, decidi lutar junto com ele essa batalha e presenciar cada pequeno progresso. Com o país em crise, meu marido, a única fonte de renda do nosso lar, ficou desempregado, foi aí que eu entendi e vivi, o que é ter Deus como provedor.
Proveu nos mínimos detalhes e em todas as áreas. Proveu recursos financeiros de onde menos esperávamos e quando mais precisávamos, proveu amigos presentes que nos deram apoio incondicional , proveu uma ação na justiça para conseguirmos o tratamento do Enzo em tempo recorde, proveu uma escola abençoada para que o desenvolvimento dele fosse muito mais consistente, proveu amor e apoio dos familiares, mesmo os geograficamente distantes. Proveu o afastamento das pessoas que tinham o coração e mente cheios de preconceitos, proveu saúde física e psicológica para eu passar pela “tempestade” e em todo tempo, senti que Ele estava de mãos dadas comigo, e muitas vezes, sei que me carregou no colo.
Se eu fosse relatar aqui TUDO que Deus fez e ainda faz por nós, não seria um post, mas um livro.
Se eu tivesse que dar UM, somente UM, conselho para todas essas mães, sem dúvida nenhuma, seria: coloque seus joelhos no chão e ORE!
Ore com o coração aberto, fale com Deus sem máscaras, com honestidade e transparência, Ele é o melhor amigo que alguém pode ter, não irá te julgar, pois antes mesmo das palavras saírem da sua boca, já sondou seu coração e sabe!
Se tiver doendo, chore diante de Deus! Se tiver com raiva, grite diante de Deus! Se o desespero é tão grande que não consegue respirar ( acredite, eu sei exatamente o que é isso, ver meu filho “sumindo” tirou completamente o meu ar), ORE, mesmo que em silêncio!
A oração sincera de uma mãe pelo seu filho, cura dores e medos, capacita, restaura, restitui, provém recursos, enche de esperança, de estratégia, de ajuda, toca o céu e move montanhas. Sou prova disso!
Coloque todos os seus sentimentos aos pés de Jesus, e contemple todas as maravilhas que Ele fará!
Que o Espírito Santo de Deus, receba o convite de fazer morada no lar de cada mãe, que Ele tenha liberdade para transformar situações adversas e dores, em VITÓRIAS! Assim mesmo, no plural!
“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” Salmos 30:5